PROGRAMA III Encontro Nacional de Alunos do Curso Profissional de Técnico/a Auxiliar de Saúde

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PROGRAMA (aqui)

O Espaço Miguel Torga acolheu a exposição "A Noite Saturnina".

No passado dia 6 de março, o Espaço Miguel Torga acolheu a exposição "A Noite Saturnina", da autoria do pintor João Ribeiro, que serviu de mote para uma atividade interdisciplinar integrada na Semana da Leitura.

O desafio foi lançado pelo diretor do espaço, professor João Luís, à professora de Físico-Química, Anabela Coelho, que, por sua vez, articulou com a professora bibliotecária, Polete Carvalho, do Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus.

A partir desta articulação, foi dinamizada uma atividade com a turma do 9.º G, inspirada na temática das moléculas de água e na obra: O Sistema Periódico", de Primo Levi. Os alunos apresentaram uma encenação baseada no capítulo “Hidrogénio”, seguida de uma experiência laboratorial sobre a “água fogueada”.

O momento prosseguiu com a declamação do poema "Lágrima de Preta", de António Gedeão, culminando numa expressiva interpretação musical de  “A Tempestade”, de Robert W. Smith,  por três alunas da turma, enquanto os restantes colegas recriavam o movimento das ondas do mar, num ambiente de grande envolvência artística.

Paralelamente, os alunos do 2.º B do Curso Profissional de Multimédia asseguraram a captação de imagem e a produção de vídeo, sob orientação do professor José Armando, resultando num registo final de elevada qualidade que documenta, de forma exemplar, todo o desenrolar da atividade.

Este projeto constituiu um verdadeiro momento de magia e poesia, refletindo uma articulação pedagógica de excelência entre diferentes áreas do saber e promovendo aprendizagens significativas em contexto interdisciplinar.

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Visita de Estudo à Porto Editora

Explorar o Universo Editorial: Aprendizagens que Transformam

No dia 12 de março de 2026, a turma do Curso Profissional de Técnico de Multimédia - 2.ºB realizou uma visita às instalações da Porto Editora, nas cidades do Porto e da Maia.

Nesta visita, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer o funcionamento de uma editora, compreender como se produz um livro e entrar num ecossistema criativo, tecnológico e profissional em constante evolução. No decorrer da atividade, foi possível acompanhar de perto as fases do processo editorial — desde a conceção das ideias à produção de livros e materiais educativos — e perceber como cada fase contribui para a construção de conteúdos de qualidade.

Este contacto direto com a realidade profissional de uma editora permitiu aos alunos compreender como se articulam as múltiplas funções das equipas editorial, gráfica e tecnológica. Foi também uma oportunidade única para relacionar as novas formas de tratamento da informação, integrando práticas contemporâneas de edição, revisão, paginação e design.

Os alunos verificaram como a evolução tecnológica desempenha um papel fundamental, através da observação e da prática, e testemunharam como as mudanças em termos de hardware e software vieram alterar a forma de produção, como os conteúdos são criados, estruturados e distribuídos. Da mesma forma, perceberam a transformação contínua nos meios de divulgação da informação, que nos dias de hoje se expandem muito para além do suporte físico e alcançam públicos globais através de plataformas digitais.

Ao acompanhar estas dinâmicas, perceberam a produção de meios que contribuem para a diversidade das práticas de ensino e aprendizagem.

Esta experiência contribuiu, de forma direta, para o sucesso dos alunos em todas as áreas do saber, ajudando-os a desenvolver competências essenciais num mundo moldado pela comunicação, pela criatividade e pela tecnologia.

Explorar o universo editorial é, assim, abrir portas a novas formas de aprender, ensinar e criar.

Os alunos tiveram um comportamento exemplar e revelaram muito interesse pelas atividades. A turma foi acompanhada pelos professores das disciplinas técnicas, Marieta Almeida e Edgar Guerra.

A Diretora de Curso,

Piedade Lameirão

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I Torneio de Xadrez – Apuramento do 2.º Ciclo

No passado dia 25 de março, realizou-se o I Torneio de Xadrez, organizado pela Biblioteca Escolar do Agrupamento de Escolas Morgado Mateus, no âmbito da Semana da Leitura.
Esta atividade foi desenvolvida em articulação com a Rede de Bibliotecas Escolares de Vila Real e contou com o apoio da Câmara Municipal de Vila Real, a quem desde já agradecemos o contributo e o investimento em iniciativas educativas.
O torneio só foi possível graças ao apoio de elementos do Clube Académico da Araucária de Xadrez, nomeadamente o Sr. António e o Sr. Luís Roçadas, a quem deixamos um agradecimento muito especial, pois a sua colaboração foi fundamental para a concretização desta atividade.
Durante toda a manhã, os alunos participaram em partidas muito disputadas, demonstrando grande concentração, respeito pelas regras e espírito de fair play. Após o apuramento, os quatro alunos vencedores foram:

Conhecer para Valorizar o Património - Contributos da Ciência dos Dados e da Inovação Digital com o Professor Ricardo Almeida

A sessão deste mês de março do «n x Ciência às 5» versou a temática da fotogrametria e a forma como essa técnica permite conhecer e valorizar o património histórico que nos rodeia. Com efeito, trata-se de uma técnica que embora tenha tido o seu impulso no século XIX, com Aimé Laussedat (a primeira pessoa a usar fotografias terrestres para compilar mapas topográficos), sofreu uma alavancagem na sua utilização agora no século XXI por dois motivos: pela facilidade que o digital confere permitindo automatizar e acelerar processos e por outro lado, pelo aparecimento de algoritmos SfM (Structure from Motion (SfM), ferramentas que permitem a extração de informações tridimensionais a partir de imagens estáticas capturadas em 2D. Na prática, a fotogrametria (palavra que, etimologicamente, é composta por três palavras gregas: photós, que significa luz; gramma, que significa gravar ou escrever; e metria, que significa medir), é uma técnica de medição que recolhe informação a partir do cruzamento de duas ou mais fotografias, e cujo objetivo é captar com precisão as formas, posições e dimensões dos objetos no espaço. As medições são feitas a partir de fotografias e o princípio fundamental usado pela fotogrametria é a triangulação, criando-se depois objetos tridimensionais.

Numa linguagem acessível e envolvente, o Professor Ricardo Almeida, docente que leciona no Instituto Politécnico de Viseu, mostrou-nos variadíssimos exemplos de como a fotogrametria possui elevado potencial já que revela detalhes intrínsecos aos objetos estudados e que a olho nu não são visíveis. Com efeito, a mais valia desta instrumentação é conseguir perceber o não visível. O docente passou ainda exemplos da aplicação destes métodos a edifícios seculares, pontes quinhentistas, mas também pinturas em madeira de valor inestimável (fez referência ao mais recente projeto de parceria com o Museu Nacional Grão Vasco), e no fundo, mostrou como a ciência é um forte aliado na preservação do nosso património.

Foi, pelos motivos apontados, uma sessão entusiasmante e muitíssimo enriquecedora. Agradecemos ao Professor Ricardo Almeida, e uma vez mais ao Espaço Miguel torga pela disponibilidade em acolher estas sessões que têm a missão de esclarecer e contribuir para debates cientificamente sustentados.  

A equipa do «n x Ciência às 5»

 

AEMM